Escolha uma Página

Acessibilidade e percepção de marca

As leis e normas (NBR9050) que regem a acessibilidade têm o intuito de tornar o imóvel acessível a todos, promovendo inclusão e agregando valor ao imóvel e à sua marca

Como a acessibilidade afeta a marca da empresa

Adequação e impactos da acessibilidade

As adequações necessárias à regularização dos imóveis para atender as normas e leis devem seguir uma série de passos. Cada passo tem como propósito sustentar o passo seguinte e, assim, sucessivamente.

Cada caso é específico de acordo com a natureza do local, como exemplo: residencial, educacional, comercial, hospitalar ou industrial.

Como já podemos observar, as particularidades técnicas de cada situação influem na extensão das intervenções necessárias para tonar o local acessível, a luz das leis e normas, como a ABNT NBR9050:2015.

Vale lembrar que, dependendo da natureza de uso das edificações, outras normas, além das normas que regem a acessibilidade, devem ser observadas. Estas outras normas são de natureza especifica como em um ambiente hospitalar, por exemplo. Neste caso, o material a ser empregado deve ser especificado e detalhado atendendo padrões e propriedades que vão além da acessibilidade.

No caso de acessibilidade em indústrias, vemos nitidamente que existem áreas restritas e de circulação limitada dada, novamente, a natureza do local. Podemos apontar que em indústrias químicas existem locais de alta periculosidade que somente pessoas treinadas e com uso de EPI’s específicos podem acessar. Nas indústrias metalúrgicas e de autopeças, observamos outros tipos de periculosidades e assim por diante. Nestes locais, as pessoas devem atender uma série de aptidões específicas para poderem trabalhar, ou seja, não são áreas de acesso livre e para qualquer pessoa, pelo contrário, são de acesso restrito e limitado. Sim, existem profissionais que são pessoas com deficiência trabalhando nestas áreas, mas a deficiência delas não limita o pleno exercício da função. Em áreas de ruído elevado o uso de abafadores (protetores auditivos, vide site da 3m) são necessários. Uma pessoa com baixa audição pode trabalhar neste local sem problemas, a deficiência dela não limita e execução dos trabalhos nem sua segurança.

Quando falamos de acessibilidade nas indústrias, nos referimos às áreas voltadas a circulação livre das pessoas, ou seja, de uso comum e não restrito. Locais estes como refeitórios, salas de reunião, andares administrativos entre outros, ou seja, locais de uso livre para todas as pessoas. Portanto, a acessibilidade deve estar presente sim, além da obrigatoriedade prevista em lei.

Vamos imaginar que você no final de semana, praticando esportes, torce o pé. Chega a segunda-feira e você vai trabalhar, com a famosa “botinha” e uma bengala ou muletas. Sim, você não pediu o atestado, ok? Tente caminhar e passar o dia normalmente, use o banheiro, faça suas refeições, ande até a portaria, e aí?

O interessante que uma pequena alteração em nossa mobilidade gera um enorme impacto em nossas vidas. Coisas simples, como sentar, nos servir no refeitório, ir ao banheiro, mudam bastante. Sim, seu pé em alguns dias volta ao normal, mas e quem não tem essa mobilidade restaurada, como ficam?

Muitas pessoas têm alguma restrição de mobilidade ou necessidade especial. Chega a quase 25% da população. Ou seja, se na sua empresa tem 100 colaboradores, estatisticamente, 25 podem ter alguma restrição. O que observamos muito é que as pessoas pensam em acessibilidade somente para cadeirantes. Sim, eles fazem parte, mas existem inúmeros outros que se beneficiam da acessibilidade também. Pessoas podem ter problemas de visão, sequelas de um acidente, ter mais idade, uma colaboradora pode estar grávida e por aí vai. Acessibilidade atende e vai muito além do que observamos a um primeiro contato. O investimento é mais do que atender as normas, é investir nas pessoas.

É importante ressaltar que o ambiente físico melhora e se torna mais seguro e inclusivo. Devemos ir além dos impactos legais e visualizar quais os impactos positivos da acessibilidade que teremos em nossas pessoas, dentro e fora do local de trabalho, aumentar a percepção cidadã da melhora em nossa sociedade como um todo.

 

“Marca vazia para em pé?”

Claro que sabemos que existem ações de marketing e de propaganda efetivos em vender uma imagem que o consumidor e a sociedade querem ver. Mas isso hoje “cola”?

Digo que não cola e vou além, destrói sua marca em alguns compartilhamentos após alguém decidir expor a fraude. Sim, é visto e percebido como fraude, um verdadeiro tiro no pé. Algo, se feito, mostra despreparo e inocência. As pessoas não gostam disso.

As pessoas estão muito mais atentas e as informações, boas e ruins, ganham uma cobertura exponencial com as mídias atuais.

Investir em Acessibilidade é bom e, sim, você como empresário ou gestor, deve fazer propaganda dessas ações. Se sua empresa tem tomado decisões neste sentido e que saíram do papel, nada mais justo e que se beneficie a marca da empresa. Agrega valor e, sim, as pessoas devem saber. Eu como consumidor penso e observo o comportamento da empresa antes de comprar seus produtos, não é só o preço, mas também onde é que meu dinheiro será usado e como a empresa devolve parte desse dinheiro para a sociedade.

Orgulho em trabalhar em uma empresa também impacta a performance. Acessibilidade é investimento, é estar um passo a frente da concorrência. Hoje não é só o salário que retem seus talentos, não é mesmo?

Acessibilidade em empresas

Investir em acessibilidade é investir nas pessoas, nos colaboradores e na percepção da marca.